Carro elétrico virou alvo de ladrões? O alerta que o motorista precisa conhecer em 2026

Durante anos, comprar um carro elétrico no Brasil significava principalmente pensar em autonomia, tempo de recarga, preço da bateria e disponibilidade de eletropostos. Em 2026, porém, surgiu uma preocupação que muitos proprietários talvez não tivessem colocado na lista: roubo e furto de veículos eletrificados.

O crescimento chama atenção porque os registros envolvendo carros elétricos e híbridos aumentaram em ritmo muito superior ao crescimento observado em determinados levantamentos da frota. Em São Paulo, por exemplo, dados citados por veículos especializados apontaram 101 ocorrências entre janeiro e maio de 2026, contra 44 no mesmo período de 2025 — uma alta de aproximadamente 129%. A capital paulista concentrou 74 desses registros em 2026.

Mas existe uma pegadinha importante nessa história: isso não significa automaticamente que um carro elétrico seja mais fácil de roubar do que um carro a combustão.

Na realidade, o cenário é mais complexo. A frota de eletrificados cresceu rapidamente, os criminosos passaram a conhecer melhor esses modelos, muitos veículos possuem elevado valor agregado e componentes eletrônicos caros, enquanto as baterias de alta tensão despertam atenção justamente pelo enorme valor de reposição.

O resultado é uma nova preocupação para quem comprou um BYD, GWM, Volvo, BMW, Mercedes-Benz, Tesla ou outro modelo elétrico ou híbrido: como proteger o veículo e o que realmente está sendo roubado?

Roubos e furtos de carros elétricos mais que dobraram em 2026?

Em alguns levantamentos, sim. E é justamente isso que colocou os veículos eletrificados no radar de proprietários, seguradoras, empresas de rastreamento e especialistas em segurança.

Segundo levantamento da Ituran Brasil citado pelo Terra, com base em dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, foram registradas 101 ocorrências envolvendo carros elétricos e híbridos entre janeiro e maio de 2026, contra 44 no mesmo período de 2025. O aumento chegou a 129,6%.

Indicador 2025 2026 Variação
Estado de São Paulo – janeiro a maio 44 ocorrências 101 ocorrências +129,6%
Capital paulista – janeiro a maio 23 ocorrências 74 ocorrências +221,7%

Outro levantamento citado pelo AutoPapo apresenta números ligeiramente diferentes para o mesmo período: 107 registros em 2026 contra 53 em 2025, alta de 101%. A diferença entre as bases reforça a necessidade de observar qual levantamento, período e metodologia estão sendo considerados, em vez de transformar uma estatística específica em uma conclusão absoluta para todo o Brasil.

Esse cuidado é especialmente importante porque a base absoluta ainda é pequena quando comparada ao universo total de veículos em circulação. Uma mudança de algumas dezenas de ocorrências pode produzir uma variação percentual muito elevada.

A frota de carros elétricos também cresceu muito

Existe outro lado dessa história que não pode ser ignorado: há muito mais veículos eletrificados circulando.

Segundo dados citados pelo AutoPapo a partir da ABVE, a frota acumulada de veículos eletrificados passou de aproximadamente 445,9 mil unidades em maio de 2025 para 765,9 mil em maio de 2026, alta de 71,7%.

A expansão das vendas continua acontecendo. A ABVE informou que os veículos leves eletrificados alcançaram 21% de participação no mercado em julho de 2026, maior participação mensal registrada pelo segmento até então. No acumulado de janeiro a julho, foram 271.091 eletrificados vendidos.

Isso muda a interpretação dos números de criminalidade.

Quando uma tecnologia deixa de ser rara e passa a ocupar cada vez mais espaço nas ruas, ela naturalmente aumenta sua exposição a diferentes tipos de crime. Ao mesmo tempo, criminosos passam a ter mais contato com os sistemas, características e formas de comercialização desses veículos.

Foi exatamente esse ponto levantado pelo presidente da ABVE, Ricardo Bastos, segundo o AutoPapo: conforme consumidores perdem o receio da tecnologia, os criminosos também passam a conhecê-la melhor.

Afinal, carro elétrico é mais fácil de roubar?

Não há base suficiente para afirmar isso de forma geral.

Essa talvez seja a informação mais importante de toda a discussão.

O aumento dos registros não prova, sozinho, que a tecnologia elétrica seja intrinsecamente mais vulnerável ao furto. Segundo a avaliação apresentada pelo AutoPapo, os carros modernos, sejam elétricos ou movidos a combustão, possuem grande quantidade de componentes eletrônicos e sistemas de segurança sofisticados.

Isso significa que o motorista não deve interpretar a notícia como “carro elétrico é fácil de roubar”. A conclusão mais responsável é outra:

O crescimento da frota eletrificada e o maior conhecimento dos criminosos criaram um novo cenário de risco, mas os dados não permitem concluir que todo carro elétrico seja mais fácil de furtar.

Além disso, os veículos eletrificados possuem diferenças importantes entre modelos. Um carro com chave presencial, conectividade permanente, rastreamento integrado e outros recursos pode apresentar características de segurança diferentes de outro modelo.

Por isso, a proteção precisa ser analisada como um conjunto: comportamento do motorista, local de estacionamento, sistema de chave, alarme, imobilizador, rastreador, seguro e recursos oferecidos pela própria fabricante.

Por que carros elétricos estão chamando a atenção dos criminosos?

Existem vários fatores possíveis.

1. Valor elevado de muitos modelos

Uma parte relevante dos carros elétricos e híbridos vendidos no Brasil pertence a faixas de preço elevadas. Isso faz com que o veículo represente um patrimônio significativo.

Um automóvel de alto valor pode interessar ao crime organizado não apenas pela possibilidade de revenda do veículo inteiro, mas também pelo desmanche e comercialização de componentes.

2. Componentes eletrônicos de alto valor

Veículos eletrificados possuem sistemas eletrônicos sofisticados, módulos específicos, motores elétricos, inversores, carregadores embarcados e outros componentes que podem despertar interesse no mercado ilegal.

Isso não significa que qualquer peça seja facilmente revendida. Pelo contrário: componentes modernos podem possuir identificação, software específico, rastreabilidade e integração com o veículo.

3. Crescimento rápido da frota

Quanto mais carros elétricos circulam, maior fica a exposição estatística da categoria.

A ABVE mostra que a eletrificação deixou de ser um segmento marginal no Brasil. Em julho de 2026, os eletrificados alcançaram 21% de participação nas vendas de veículos leves.

4. Criminosos estão aprendendo a tecnologia

Essa é uma questão especialmente importante. Uma tecnologia nova inicialmente pode ser pouco interessante para criminosos simplesmente porque eles não conhecem seus sistemas.

Conforme os modelos se popularizam, esse conhecimento aumenta.

Isso ajuda a explicar por que o crescimento das ocorrências pode acompanhar a maturação do mercado, sem necessariamente significar que os sistemas elétricos sejam menos seguros.

Ladrões estão roubando baterias de carros elétricos?

Essa é uma das maiores preocupações de quem lê sobre o assunto, mas a realidade é menos cinematográfica do que parece.

Retirar uma bateria de alta tensão de um carro elétrico não é uma operação simples.

O pacote de baterias fica normalmente instalado na parte inferior do veículo e integrado à estrutura. Dependendo do modelo, o conjunto pode pesar centenas de quilos.

Além do peso, existe o risco elétrico. Sistemas de alta tensão exigem procedimentos específicos de desenergização, equipamentos apropriados e cuidados técnicos. Uma intervenção inadequada pode causar choque elétrico grave, curto-circuito ou incêndio.

O AutoPapo cita conjuntos com peso entre aproximadamente 300 kg e 500 kg, além da necessidade de equipamentos de elevação e ferramentas adequadas para uma retirada segura.

Por isso, não é correto imaginar uma cena em que criminosos simplesmente estacionam ao lado de um carro, retiram a bateria em poucos minutos e vão embora carregando-a.

Então por que o carro inteiro pode ser roubado?

É justamente aí que aparece uma possibilidade mais plausível.

Em vez de retirar a bateria no local, o veículo pode ser levado inteiro e posteriormente desmontado em um ambiente clandestino que permita a retirada e comercialização de componentes.

Segundo o AutoPapo, peças convencionais e componentes elétricos podem entrar no interesse de desmanches ilegais. A bateria, porém, continua sendo um componente tecnicamente complexo e perigoso de manipular.

Outro detalhe é a rastreabilidade. Muitas baterias possuem sensores, sistemas eletrônicos e características específicas da fabricante, o que pode dificultar a comercialização completamente anônima do componente.

Atenção: se uma bateria de veículo eletrificado precisar ser substituída, evite componentes de origem desconhecida ou provenientes de mercados paralelos. A origem e a instalação devem ser tratadas com extremo cuidado devido à complexidade do sistema de alta tensão.

Os cabos dos carregadores também estão sendo furtados

Existe outro problema que pode atingir até mesmo quem não possui um carro elétrico: o furto dos cabos de carregadores públicos.

O cobre presente nos cabos possui valor no mercado de sucata e pode estimular ações rápidas contra eletropostos.

O AutoPapo relata ocorrências em locais como Curitiba, Florianópolis e Brasília nas quais criminosos cortaram a fiação dos carregadores. Segundo a publicação, algumas ações podem ocorrer em menos de 30 segundos.

O problema não afeta apenas o proprietário do veículo. Quando um cabo é cortado, o equipamento pode ficar temporariamente inutilizado, prejudicando outros motoristas que dependem daquele ponto para recarregar.

A expansão da infraestrutura torna esse tipo de ocorrência ainda mais relevante. Dados da ABVE e da Tupi apontavam 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga no Brasil em maio de 2026.

Quanto maior a rede, maior também a necessidade de proteger fisicamente os equipamentos.

Como os eletropostos estão tentando evitar furtos?

Empresas do setor já estudam medidas específicas para reduzir o risco.

Entre as estratégias citadas pelo AutoPapo estão o reforço físico dos cabos, utilização de malhas ou estruturas metálicas e sistemas que deixam o cabo protegido em compartimentos que são liberados somente durante o processo de recarga.

É uma espécie de corrida tecnológica: conforme os criminosos encontram novas oportunidades, operadores precisam criar novas barreiras físicas e digitais.

Carros elétricos podem ser furtados com tecnologia?

Sim, sistemas eletrônicos podem fazer parte das estratégias criminosas contra veículos modernos. Mas isso não é exclusividade dos elétricos.

Carros modernos movidos a gasolina ou diesel também possuem chave presencial, comunicação sem fio, módulos eletrônicos e sistemas digitais. Portanto, o risco de ataques eletrônicos não deve ser tratado como um problema exclusivamente relacionado à propulsão elétrica.

O AutoPapo destaca justamente que, em veículos modernos, existe grande similaridade na quantidade de eletrônica envolvida nos sistemas de acesso e partida.

Isso significa que possuir um carro elétrico não elimina os cuidados tradicionais com segurança.

Como proteger um carro elétrico contra roubo e furto?

Não existe um equipamento capaz de transformar qualquer veículo em um bem “impossível de roubar”. A estratégia mais eficiente é combinar diferentes camadas de proteção.

1. Escolha cuidadosamente onde estacionar

Dê preferência a locais iluminados, movimentados, monitorados e com controle de acesso quando possível.

Garagens fechadas, estacionamentos com câmeras e locais com fluxo de pessoas reduzem oportunidades para ações criminosas discretas.

2. Não deixe objetos visíveis

Celular, mochila, notebook, bolsa, carteira e outros objetos deixados sobre os bancos podem transformar o veículo em um alvo mesmo quando o criminoso não pretende levar o carro.

O ideal é guardar os objetos antes de chegar ao destino, evitando chamar atenção de quem possa estar observando o estacionamento.

3. Confira se o veículo realmente foi travado

Esse cuidado parece óbvio, mas merece atenção especialmente em veículos com sistemas de chave por aproximação.

Depois de estacionar, confirme visualmente ou pelo método recomendado pela fabricante que o veículo está efetivamente trancado.

4. Utilize rastreador

Um rastreador pode ajudar na localização e recuperação do veículo após um roubo ou furto. Ele não impede necessariamente que o crime aconteça, mas acrescenta uma camada importante de proteção.

Segundo o AutoPapo, rastreadores e localizadores podem transmitir informações de localização para centrais de monitoramento e auxiliar autoridades na recuperação do automóvel.

5. Considere sistemas adicionais de proteção

Dependendo do modelo, podem existir alarmes, imobilizadores, bloqueadores, travas mecânicas e outros dispositivos complementares.

A recomendação é verificar primeiro quais equipamentos já fazem parte do veículo e quais podem ser instalados sem comprometer a garantia ou os sistemas eletrônicos.

O local onde você estaciona pode fazer diferença

Imagine duas situações.

Na primeira, o motorista deixa o carro durante horas em uma rua escura, pouco movimentada e sem câmeras.

Na segunda, o veículo fica em estacionamento controlado, iluminado, com circulação de pessoas e monitoramento.

O carro pode ser exatamente o mesmo. O risco não é.

Segurança veicular não depende apenas da tecnologia instalada no automóvel. O ambiente também faz parte do sistema de proteção.

Por isso, escolher onde parar o veículo é uma das medidas mais simples e baratas que um motorista pode adotar.

O comportamento do motorista também ajuda a evitar roubos

Uma das situações mais vulneráveis acontece justamente na transição entre estar fora e dentro do veículo.

O motorista chega ao carro distraído, procura a chave, abre a porta, coloca objetos no banco, ajusta o GPS e permanece parado por vários minutos. Esse comportamento aumenta o tempo de exposição.

Alguns cuidados são simples:

  • observe o entorno antes de entrar no veículo;
  • evite ficar distraído com o celular enquanto se aproxima do carro;
  • entre, trave as portas e prepare-se para sair com agilidade;
  • evite permanecer parado em locais isolados;
  • planeje a rota antes de iniciar o deslocamento;
  • durante a noite, prefira vias movimentadas e bem iluminadas;
  • mantenha atenção redobrada ao se aproximar de casa;
  • se perceber uma situação suspeita, não insista em entrar na garagem.

Essas recomendações não são exclusivas para veículos elétricos. Elas são boas práticas de segurança para qualquer motorista.

E se o motorista perceber uma situação suspeita?

Um erro comum é acreditar que o motorista precisa necessariamente parar porque percebeu algo estranho na rua.

Se o local parecer inseguro, é preferível seguir para uma área movimentada, posto de combustível, estabelecimento comercial ou outro ponto seguro.

O AutoPapo recomenda atenção especial em situações como pneus furados, objetos atingindo o veículo ou outras ocorrências aparentemente aleatórias em locais isolados.

Isso não significa ignorar uma emergência real. Significa evitar transformar uma situação desconhecida em uma parada previsível em local vulnerável.

Rastreador impede o roubo?

Não necessariamente. Essa é uma distinção importante.

O rastreador é principalmente uma ferramenta de localização e recuperação. Dependendo do sistema, pode existir também possibilidade de bloqueio, mas essa função deve ser utilizada conforme o projeto do equipamento e os procedimentos da central responsável.

O ideal é pensar em segurança por camadas:

Camada Objetivo
Estacionamento seguro Reduzir oportunidade de ação criminosa
Trava e imobilizador Dificultar acesso e movimentação não autorizada
Alarme Chamar atenção para tentativa de invasão
Rastreador Auxiliar na localização e recuperação
Seguro Reduzir o impacto financeiro após um sinistro coberto
Comportamento preventivo Diminuir a exposição do motorista e do veículo

Seguro de carro elétrico ficou mais importante?

O crescimento dos furtos e roubos é um dos fatores que podem entrar na análise de risco de seguradoras, mas não é possível afirmar que todo seguro de carro elétrico ficará mais caro simplesmente por causa dos números divulgados em 2026.

O preço do seguro depende de diversas variáveis, como modelo, perfil do motorista, local de residência, utilização do veículo, valor do automóvel, histórico de sinistros, cobertura escolhida e política da seguradora.

Além disso, carros elétricos podem apresentar características específicas de reparo e reposição de componentes, o que também pode influenciar a precificação.

A bateria deixa o carro mais vulnerável?

Não necessariamente.

A bateria é extremamente valiosa, mas justamente por sua complexidade e peso não é um componente simples de retirar de um veículo estacionado.

O risco mais plausível, segundo as fontes consultadas, está no roubo ou furto do veículo inteiro para posterior desmontagem, e não em criminosos simplesmente removendo a bateria na rua.

Além disso, baterias modernas podem contar com sensores, sistemas eletrônicos e características específicas que ajudam na identificação e rastreamento.

Vale a pena comprar carro elétrico em 2026 mesmo com o aumento dos furtos?

Essa é uma decisão individual e não pode ser respondida apenas pelas estatísticas de criminalidade.

O mercado de eletrificados continua crescendo rapidamente. A participação de 21% registrada pela ABVE em julho mostra que a tecnologia já ocupa uma parcela relevante do mercado brasileiro.

O consumidor precisa colocar na conta diversos fatores:

  • preço de compra;
  • custo de energia e recarga;
  • disponibilidade de carregadores;
  • autonomia;
  • custo de manutenção;
  • seguro;
  • valor de revenda;
  • garantia da bateria;
  • rede de assistência técnica;
  • segurança contra roubo e furto;
  • infraestrutura disponível na região onde o carro será utilizado.

Ou seja, o aumento das ocorrências é um fator de atenção, não uma prova de que comprar um elétrico seja uma decisão ruim.

A infraestrutura de recarga também virou preocupação de segurança

A expansão dos veículos elétricos exige uma expansão proporcional dos pontos de recarga.

Segundo a ABVE e a Tupi, o Brasil já tinha 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga em maio de 2026. Desse total, 16.828 eram pontos de recarga lenta e 8.601 de recarga rápida.

O crescimento da infraestrutura, entretanto, cria novos ativos físicos espalhados por estacionamentos, ruas, condomínios, empresas e corredores rodoviários.

Isso significa que segurança física passa a ser uma parte cada vez mais importante da eletromobilidade.

O que pode acontecer daqui para frente?

A tendência é que a segurança dos veículos eletrificados se torne cada vez mais sofisticada.

À medida que os carros passam a estar permanentemente conectados, fabricantes podem ampliar recursos de localização, comunicação com a nuvem, alertas de movimentação e mecanismos de autenticação.

Ao mesmo tempo, criminosos também podem tentar desenvolver novas técnicas.

É uma dinâmica semelhante à que já existe nos veículos convencionais: tecnologia de proteção e técnicas de ataque evoluem simultaneamente.

Por isso, o melhor cenário não é acreditar que existe um dispositivo “milagroso”, mas utilizar várias barreiras combinadas.

Roubo e furto são problemas de segurança patrimonial, mas a prevenção começa também no comportamento do motorista.

Um condutor atento ao ambiente, que planeja rotas, evita paradas desnecessárias em locais isolados e conhece as regras de circulação tende a reduzir sua exposição a diversas situações de risco.

Para quem gosta de acompanhar as mudanças envolvendo carros elétricos e trânsito, também vale conferir no nosso blog a matéria sobre a nova regra envolvendo determinados veículos elétricos e a necessidade de CNH.

Também já abordamos questões envolvendo vagas destinadas a carros elétricos em Fim das vagas para elétricos? Entenda a proposta que pode gerar multa.

Quer revisar seus conhecimentos de trânsito?

Segurança não depende somente de equipamentos. Conhecer as regras de circulação, sinalização, direção defensiva e comportamento no trânsito também é importante.

Para quem está estudando ou simplesmente quer testar seus conhecimentos, o simulador de prova de trânsito atualizado para 2026 pode ser utilizado para praticar questões e identificar os assuntos que ainda precisam de revisão.

A ideia não é estudar somente depois que surge um problema. Conhecimento preventivo também faz parte de uma condução mais segura.

Sua CNH está regular?

O tema desta matéria é segurança veicular, mas muitos motoristas só descobrem problemas relacionados à habilitação quando precisam apresentar documentos, renovar a CNH ou são abordados em uma fiscalização.

Se você não sabe exatamente como está sua situação, pode solicitar uma análise gratuita da situação da CNH.

É uma forma de entender quais informações precisam ser verificadas antes de simplesmente assumir que está tudo regular.

E se houver suspensão da CNH?

Roubo ou furto do veículo não gera, por si só, curso de reciclagem. A reciclagem está relacionada às hipóteses previstas na legislação de trânsito e ao processo administrativo do condutor.

Entretanto, para quem já possui uma suspensão e precisa cumprir os requisitos correspondentes, a formação adequada é uma etapa importante do processo de regularização.

Quem estiver nessa situação pode conhecer o Curso de Reciclagem de CNH.

Por que segurança também deve fazer parte da educação do motorista?

Um dos maiores erros do motorista moderno é pensar que segurança termina quando o carro possui tecnologia.

Não termina.

Um veículo pode ter câmeras, sensores, rastreador, alarme, conectividade e diversos sistemas inteligentes. Ainda assim, deixar o carro aberto, estacionar em um local extremamente vulnerável ou permanecer distraído durante a chegada em casa pode criar uma oportunidade.

A tecnologia deve ser encarada como uma camada de proteção, e não como substituta do comportamento preventivo.

Proteção em camadas: combine estacionamento seguro, atenção ao entorno, sistemas de segurança, rastreamento, seguro adequado e boas práticas ao dirigir. Nenhuma solução isolada garante proteção absoluta.

Carro elétrico virou alvo? O que o motorista precisa guardar

Os números de 2026 realmente acendem um alerta. Em São Paulo, os registros envolvendo veículos eletrificados cresceram fortemente em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a frota brasileira também avançou em ritmo acelerado.

Mas a manchete “carro elétrico é mais fácil de roubar” precisa ser tratada com cuidado.

O que os dados mostram é que os carros elétricos e híbridos estão aparecendo mais nas estatísticas de roubos e furtos. Isso ocorre em um contexto de rápida expansão da frota, maior familiaridade dos criminosos com a tecnologia e interesse econômico em veículos e componentes de alto valor.

A bateria, apesar de ser uma das peças mais caras, não é um alvo simples de retirar. Seu peso, a alta tensão e a complexidade técnica tornam a operação perigosa e difícil. Por isso, o veículo inteiro pode ser mais interessante para posterior desmontagem.

Outro problema crescente envolve os cabos dos eletropostos, especialmente pela presença de cobre e pela exposição física dos equipamentos.

Para o proprietário, a mensagem é clara: não é motivo para entrar em pânico, mas é motivo para aumentar a prevenção.

Estacionar em local seguro, conferir o travamento, não deixar objetos visíveis, utilizar sistemas de rastreamento quando apropriado e manter atenção ao ambiente são atitudes simples que podem reduzir a exposição.

A eletrificação do mercado brasileiro está avançando rapidamente. E, junto com ela, também evoluem os desafios de segurança.

A Cursos de CNH se apresenta como a escola de cursos de CNH online mais bem avaliada e com maior índice de satisfação entre alunos e ex-alunos, com os melhores custos-benefícios do mercado, mais de 10 anos de tradição e destaque nas avaliações do Google.

Mais do que conhecer o veículo, o motorista precisa conhecer as regras, antecipar riscos e adotar uma postura preventiva no trânsito.

Perguntas frequentes sobre roubos e furtos de carros elétricos em 2026

Carro elétrico é mais fácil de roubar?

Não é possível afirmar isso de forma geral. Os dados mostram aumento significativo de roubos e furtos de veículos eletrificados, mas especialistas citados nas matérias apontam que o crescimento está relacionado também à expansão da frota, à maior familiaridade dos criminosos com a tecnologia e ao valor dos veículos.

Quanto aumentaram os roubos e furtos de carros elétricos em 2026?

Em São Paulo, levantamento citado pelo Terra registrou 101 ocorrências entre janeiro e maio de 2026, contra 44 no mesmo período de 2025, aumento de 129,6%. Outro levantamento citado pelo AutoPapo registrou 107 contra 53, alta de 101%.

Ladrões roubam a bateria do carro elétrico?

A retirada direta da bateria é tecnicamente complexa devido ao peso, à instalação no veículo e aos riscos associados ao sistema de alta tensão. As fontes consultadas apontam que o roubo do veículo inteiro pode ser mais viável para posterior desmontagem.

Cabos de carregadores de carros elétricos estão sendo furtados?

Sim. Há registros de furtos de cabos de eletropostos, especialmente devido ao valor do cobre. O problema pode deixar pontos de recarga temporariamente inutilizados.

Rastreador evita que o carro seja roubado?

Não necessariamente. O rastreador é principalmente uma ferramenta de localização e pode auxiliar na recuperação do veículo. A proteção mais eficiente combina rastreamento com outras medidas preventivas.

Onde é mais seguro estacionar um carro elétrico?

Prefira locais iluminados, movimentados, monitorados e com controle de acesso quando possível. Garagens e estacionamentos com câmeras também podem reduzir oportunidades para ações criminosas.

O aumento dos roubos pode deixar o seguro do carro elétrico mais caro?

O índice de roubos e furtos pode ser um dos fatores considerados pelas seguradoras, mas o preço do seguro depende de diversos elementos, incluindo modelo, perfil do motorista, local de residência, uso, valor do veículo e cobertura contratada.

Ainda vale a pena comprar carro elétrico em 2026?

O aumento dos roubos é um fator que deve entrar na análise, mas não é suficiente para determinar sozinho se um carro elétrico vale a pena. O consumidor também deve considerar preço, autonomia, recarga, manutenção, seguro, garantia, assistência técnica e infraestrutura disponível.