Rio fica sem sinais de trânsito: furto de cabos já custou R$ 26,6 milhões — veja o que fazer

Imagine chegar a um cruzamento movimentado no Rio de Janeiro e encontrar todos os sinais de trânsito apagados. Não há luz vermelha, amarela ou verde. Não há indicação clara de quem deve passar primeiro. Pedestres tentam atravessar enquanto carros, motos, ônibus e bicicletas disputam espaço.

Agora imagine que isso não seja um caso isolado.

É justamente esse o cenário que vem sendo registrado em diferentes regiões da cidade, e existe um motivo que está chamando atenção: o furto de cabos e equipamentos da rede semafórica.

Segundo dados divulgados pela CET-Rio, os furtos de cabos, equipamentos e os serviços necessários para recuperar a sinalização já provocaram mais de R$ 26,6 milhões em prejuízos desde 2021. Somente no primeiro semestre de 2026 foram contabilizadas 1.633 ocorrências.

Mas o problema vai muito além do dinheiro gasto para consertar os sinais.

Um semáforo apagado pode transformar um cruzamento conhecido em uma situação de risco para milhares de motoristas e pedestres.

E é justamente aí que começam as dúvidas que todo motorista precisa saber responder:

  • Quem tem preferência quando o semáforo está apagado?
  • Semáforo apagado dá multa?
  • Se eu passar porque o sinal está apagado, posso ser multado?
  • Quem causa um acidente em um cruzamento sem semáforo é automaticamente culpado?
  • O que fazer quando o sinal está apagado?
  • Posso simplesmente atravessar normalmente?
  • Por que Grande Méier e Grande Tijuca aparecem entre as regiões mais afetadas?
  • Quanto o furto de cabos está custando ao Rio?
  • Quem é responsável por consertar o semáforo?
  • O motorista pode denunciar um semáforo apagado?

Nesta matéria, vamos explicar tudo isso e mostrar por que um problema que começa com alguns metros de cabo furtado pode terminar afetando trânsito, segurança, transporte público, pedestres, motoristas e até a própria rotina de uma cidade inteira.


Sumário: o que você vai descobrir


Rio tem sinais apagados e o problema não é apenas falta de energia

Quem passa diariamente por bairros do Rio pode ter encontrado situações em que o semáforo está completamente apagado, funcionando de maneira irregular ou apresentando algum tipo de falha.

É importante entender que nem todo semáforo apagado significa necessariamente furto de cabos. Equipamentos podem apresentar problemas elétricos, falhas técnicas, acidentes, interrupções de energia e outras ocorrências.

O problema atual, entretanto, ganhou outra dimensão porque uma parcela significativa das falhas está associada ao furto de cabos e equipamentos.

Dados divulgados pela CET-Rio apontam que somente nos seis primeiros meses de 2026 foram registradas 1.633 ocorrências de furtos relacionadas à infraestrutura semafórica. Em todo o ano de 2025 foram 4.920 ocorrências, contra 4.308 em 2024.

Na prática, cada ocorrência pode representar muito mais do que um problema para a prefeitura. Quando o equipamento deixa de funcionar, o cruzamento pode perder a organização automática dos fluxos e exigir intervenção operacional, reparo ou substituição de componentes.

Em uma cidade com trânsito intenso, isso significa que um problema localizado pode rapidamente gerar filas, conflitos entre veículos e maior exposição de pedestres.

É uma reação em cadeia: furto → equipamento danificado → sinalização prejudicada → cruzamento mais perigoso → necessidade de reparo → gasto público.


Quanto o furto de cabos já custou ao Rio?

O número que mais chama atenção é R$ 26,6 milhões.

Esse é o prejuízo acumulado informado pela CET-Rio desde 2021 com furtos de cabos, equipamentos e os serviços necessários para restaurar a sinalização de trânsito.

Somente no primeiro semestre de 2026, o custo chegou a aproximadamente R$ 2,8 milhões.

Para comparação, no primeiro semestre de 2025 o prejuízo havia sido de aproximadamente R$ 2,2 milhões. No mesmo período de 2024, o valor chegou a R$ 3,3 milhões.

Período Informação divulgada
Desde 2021 Mais de R$ 26,6 milhões em prejuízos acumulados
1º semestre de 2026 R$ 2,8 milhões
1º semestre de 2025 R$ 2,2 milhões
1º semestre de 2024 R$ 3,3 milhões

Esse dinheiro não representa apenas o preço do cobre ou do equipamento furtado. O prejuízo envolve também mão de obra, deslocamento de equipes, substituição de componentes, reparos e recuperação da infraestrutura.

Ou seja: o valor de mercado de alguns metros de cabo não representa necessariamente o custo real provocado pelo crime.

Para a população, o prejuízo aparece de outra maneira: trânsito mais complicado, cruzamentos perigosos, interrupções, atrasos e maior risco de acidentes.


Quantos furtos de cabos aconteceram em 2026?

Até o primeiro semestre de 2026, a CET-Rio contabilizou 1.633 ocorrências de furtos relacionadas à infraestrutura semafórica.

O número precisa ser interpretado com cuidado: ocorrência não significa necessariamente que um cruzamento tenha ficado permanentemente sem funcionamento, nem que cada ocorrência represente um equipamento completamente destruído.

Mas ele revela a dimensão da frequência com que a infraestrutura é atacada.

Em todo o ano de 2025 foram registradas 4.920 ocorrências. Em 2024, foram 4.308.

Isso ajuda a explicar por que a Prefeitura vem buscando alternativas técnicas para dificultar o acesso aos cabos.


Grande Méier e Grande Tijuca estão entre as áreas mais atingidas

O problema não está distribuído de maneira uniforme pela cidade.

Segundo os dados divulgados pela CET-Rio, Grande Tijuca e Grande Méier concentraram o maior número de furtos no primeiro semestre de 2026.

Entre os dez cruzamentos com maior número de ocorrências no período, seis estavam nessas regiões.

O levantamento inclui áreas como:

  • Méier;
  • Cachambi;
  • Engenho de Dentro;
  • Engenho Novo;
  • Vila Isabel;
  • Tijuca;
  • Grajaú;
  • Grande Tijuca.

A concentração em determinados pontos também demonstra que o problema não é apenas uma questão de “azar” de determinado cruzamento. A reincidência em alguns locais torna a proteção da infraestrutura ainda mais importante.


Quais cruzamentos tiveram mais furtos em 2026?

Os dados divulgados pela CET-Rio mostram uma diferença significativa entre os pontos mais afetados.

Local Ocorrências
Rua São Francisco Xavier x Rua Waldir Amaral 77
Rua 24 de Maio x travessa de pedestres próxima à E.M. Pareto 61
Estrada do Gabinal x Rua Araci de Almeida 52
Boulevard 28 de Setembro x Rua Jorge Rudge 48
Rua São Francisco Xavier x travessa próxima à UERJ 42
Boulevard 28 de Setembro x Rua Justiniano da Rocha 40
Rua 24 de Maio x Rua Antunes Garcia 35
Rua Barão do Bom Retiro x Rua Joaquim Távora 32
Boulevard 28 de Setembro x Rua Gonzaga Bastos 30
Avenida das Américas x Avenida General Felicíssimo Cardoso 30

O caso mais impressionante é o cruzamento da Rua São Francisco Xavier com a Rua Waldir Amaral, que registrou 77 ocorrências no período considerado.

Isso significa que não estamos falando necessariamente de um equipamento que foi furtado uma única vez. A reincidência mostra que determinados pontos podem voltar a ser atacados depois de receberem reparos.


Por que os criminosos furtam cabos de semáforos?

O principal atrativo está nos materiais utilizados na infraestrutura, especialmente o cobre.

O cobre possui valor comercial e pode ser direcionado ao mercado de reciclagem e sucata. Para o criminoso, alguns metros de cabo podem representar uma oportunidade de obtenção de dinheiro.

O problema é que o valor econômico do material para quem pratica o furto é completamente diferente do prejuízo provocado para a cidade.

Um cabo retirado de um semáforo pode deixar um equipamento sem funcionamento, interromper sua comunicação ou exigir intervenção de uma equipe especializada.

O resultado é que o dano social pode ser dezenas ou centenas de vezes maior que o valor obtido com o material furtado.

Em 2024, a própria Prefeitura do Rio informou que a CET-Rio estava testando cabos sem valor comercial justamente para reduzir o interesse econômico dos criminosos. Também foram adotadas medidas como soldagem ou concretagem de caixas e enterramento de cabos em locais críticos.


Por que um semáforo apagado é tão perigoso?

O semáforo não existe apenas para dizer “pare” ou “siga”.

Ele organiza o conflito entre diferentes movimentos de trânsito.

Quando está funcionando normalmente, um fluxo recebe autorização enquanto outro permanece parado. Pedestres também recebem uma janela específica para atravessar.

Quando o equipamento apaga, essa organização automática desaparece.

O motorista precisa interpretar a situação, reduzir a velocidade, observar os demais veículos e tomar decisões em poucos segundos.

Em cruzamentos muito movimentados, isso pode provocar:

  • frenagens inesperadas;
  • avanços simultâneos;
  • confusão sobre preferência;
  • conflitos entre veículos;
  • atropelamentos;
  • colisões laterais;
  • congestionamentos;
  • risco para motociclistas e ciclistas.

Por isso, um semáforo apagado não deve ser tratado como simples inconveniente.

É uma falha de sinalização que pode afetar diretamente a segurança viária.


Quem tem preferência quando o semáforo está apagado?

Essa é provavelmente a dúvida mais importante para o motorista.

Quando não há sinalização semafórica funcionando, o condutor precisa observar as demais regras de preferência previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

O CTB estabelece regras gerais para cruzamentos e situações em que não existe sinalização regulamentando a preferência.

Uma das regras mais conhecidas é a preferência do veículo que vem pela direita, quando se trata de cruzamento não sinalizado e não há outra circunstância que determine prioridade.

Mas é perigoso transformar isso em uma regra automática para qualquer situação.

Antes de entrar em um cruzamento com o semáforo apagado, o motorista deve verificar:

  • se existe placa de parada obrigatória;
  • se existe placa de preferência;
  • se há agente de trânsito controlando o local;
  • se existe sinalização horizontal;
  • se há via preferencial claramente regulamentada;
  • se outros veículos já estão atravessando;
  • se existem pedestres iniciando ou realizando a travessia.

A prioridade não significa direito de atravessar o cruzamento em velocidade normal.

Mesmo quando o motorista acredita ter preferência, ele precisa conduzir de forma defensiva e compatível com as condições do local.


Semáforo apagado dá multa?

O fato de o semáforo estar apagado não transforma automaticamente a passagem do veículo em avanço de sinal vermelho.

Isso é muito importante.

O enquadramento por avançar sinal vermelho pressupõe que exista sinal vermelho determinando a parada.

Se o equipamento está completamente apagado, o motorista não deve agir como se estivesse diante de um sinal vermelho funcionando. Ele precisa obedecer à sinalização existente e às regras gerais de circulação e preferência.

Por outro lado, isso não significa que “semáforo apagado = vale tudo”.

Se o motorista atravessar o cruzamento de maneira imprudente, ignorar uma placa de parada obrigatória, desrespeitar orientação de agente ou praticar outra conduta infracional, poderá responder pela infração correspondente.

O ponto central é:

Semáforo apagado não dá carta branca para dirigir de qualquer maneira. A obrigação de conduzir com atenção, prudência e respeito às demais regras continua existindo.

E se eu sofrer um acidente em um cruzamento com o semáforo apagado?

O simples fato de o semáforo estar apagado não determina automaticamente quem é culpado pelo acidente.

A responsabilidade dependerá das circunstâncias concretas.

Podem ser analisados elementos como:

  • velocidade dos veículos;
  • trajetória de cada envolvido;
  • placas existentes;
  • regra de preferência aplicável;
  • depoimentos;
  • imagens de câmeras;
  • fotografias do local;
  • marcas de frenagem;
  • danos nos veículos;
  • eventual atuação de agente de trânsito.

Por isso, em caso de acidente, é importante registrar o máximo possível das condições do local.

Se o semáforo estava apagado, fotografar o cruzamento e a sinalização existente pode ser importante para demonstrar como estava a situação naquele momento.

Também é importante guardar informações sobre horário, localização e testemunhas.


O que o motorista deve fazer ao encontrar um semáforo apagado?

O comportamento mais seguro é reduzir a velocidade e tratar o cruzamento como uma situação excepcional.

Não significa necessariamente parar completamente em todos os casos. Significa entrar no cruzamento somente depois de verificar se existe segurança para fazê-lo.

Um procedimento defensivo pode seguir esta sequência:

  1. Reduza a velocidade antes de chegar ao cruzamento.
  2. Observe se existe agente de trânsito controlando o fluxo.
  3. Procure placas de preferência, parada obrigatória ou outras regulamentações.
  4. Observe os demais veículos e não presuma que eles respeitarão a sua preferência.
  5. Verifique pedestres e motociclistas, especialmente em pontos de baixa visibilidade.
  6. Avance somente quando houver segurança.
  7. Evite acelerar para “ganhar o cruzamento”.
  8. Se houver risco evidente, aguarde uma oportunidade segura ou orientação do agente.

Essa postura é especialmente importante em cruzamentos grandes, onde a distância entre os fluxos pode dificultar a percepção do movimento dos outros veículos.


Como denunciar um semáforo apagado no Rio?

O problema não precisa ser descoberto somente pelas equipes de manutenção.

A Prefeitura do Rio possui canais para comunicação de problemas na sinalização, inclusive semáforos apagados ou com defeito.

O serviço de manutenção de semáforos orienta o cidadão a informar a localização do cruzamento, referências próximas e a situação observada, como cruzamento totalmente apagado, lâmpada apagada ou sinal piscando. O atendimento municipal é realizado pelo sistema 1746.

Se você encontrar um semáforo apagado, especialmente em um cruzamento perigoso, comunicar o problema pode ajudar a acelerar a identificação da ocorrência.

Dica: ao comunicar o problema, informe o nome das duas ruas, ponto de referência e se todo o cruzamento está apagado ou se apenas uma das luzes apresenta defeito.

Quem é responsável pelos semáforos do Rio?

No âmbito municipal, o órgão executivo de trânsito possui competência para implantar, manter e operar o sistema de sinalização, dispositivos e equipamentos de controle viário.

Essa atribuição está prevista no artigo 24 do Código de Trânsito Brasileiro. A SENATRAN também explica que os municípios possuem competência para organizar e operar o trânsito dentro de sua circunscrição.

No Rio de Janeiro, a CET-Rio exerce papel central na engenharia e operação de tráfego da cidade.

Isso inclui atividades relacionadas à sinalização semafórica, operação do trânsito e manutenção da infraestrutura dentro de suas atribuições.

O problema do furto, entretanto, envolve mais de uma área.

Existe o trabalho de engenharia e manutenção, mas também existe a atuação das forças de segurança para combater os furtos e identificar os responsáveis.


O que está sendo feito para impedir novos furtos?

O desafio é particularmente complicado porque simplesmente trocar o cabo furtado pode não resolver o problema se o mesmo local voltar a ser atacado.

Por isso, a Prefeitura já informou medidas de proteção física e mudanças no tipo de material utilizado.

Entre as estratégias adotadas ou testadas estão:

  • soldagem das caixas onde ficam os cabos;
  • concretagem das caixas de passagem;
  • instalação dos equipamentos em posições mais elevadas;
  • uso de dispositivos e garras antifurto;
  • enterramento dos cabos em áreas críticas;
  • substituição de cabos de cobre por materiais sem valor comercial em testes;
  • comunicação dos casos às autoridades policiais.

A CET-Rio já havia informado, em 2024, que testaria cabos sem valor comercial para reduzir a atratividade econômica do material furtado.

Essa estratégia é interessante porque tenta atacar uma das causas econômicas do problema: se o cabo não possui valor comercial significativo para o criminoso, o incentivo ao furto diminui.


E os furtos de cabos da rede elétrica? O problema é ainda maior

O problema não está restrito aos semáforos.

Reportagens recentes também mostraram uma nova modalidade de furto envolvendo cabos de religadores da Light, equipamentos importantes para a operação da rede elétrica.

Segundo informações divulgadas pela concessionária, foram registradas 19 ocorrências desse tipo em 2025 e outras 15 somente até junho de 2026. Essas ocorrências afetaram aproximadamente 61 mil clientes no primeiro semestre de 2026.

Outro levantamento publicado pelo Diário do Rio informou que 34 religadores foram danificados entre 2025 e junho de 2026, com prejuízo superior a R$ 50 milhões, considerando o custo aproximado de R$ 1,5 milhão por equipamento.

O Grande Méier aparece novamente entre as regiões atingidas, assim como áreas da Grande Tijuca e Vila Isabel.

Isso mostra que o furto de cabos deixou de ser apenas um problema pontual de infraestrutura. Ele pode afetar simultaneamente energia elétrica, mobilidade urbana e segurança viária.


O que furto de cabos e semáforos apagados têm a ver com a CNH?

À primeira vista, pode parecer que não existe relação.

Mas existe um ponto fundamental: o motorista continua responsável pela maneira como conduz o veículo mesmo quando encontra uma situação inesperada na via.

Um semáforo apagado exige conhecimento das regras de preferência, direção defensiva, sinalização e comportamento seguro em cruzamentos.

É justamente nesses momentos que a diferença entre “saber dirigir” e conhecer as regras de trânsito fica evidente.

Um motorista pode dirigir há 20 anos e ainda ter dúvidas sobre:

  • preferência em cruzamento;
  • placas de parada obrigatória;
  • regras para pedestres;
  • infrações gravíssimas;
  • pontuação da CNH;
  • procedimentos após uma multa;
  • quando uma infração pode levar à suspensão.

Se você já recebeu multas ou está preocupado com pontos acumulados, vale a pena verificar sua situação antes que uma nova infração transforme um problema pequeno em um processo de suspensão.

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CNH suspensa? O caminho não termina na multa

Outro erro comum é pensar que receber uma multa e ter a CNH suspensa são exatamente a mesma coisa.

Não são.

Uma infração pode gerar multa e pontos. Dependendo do histórico do condutor, do número de pontos acumulados e da natureza das infrações, pode existir processo de suspensão.

Quando a suspensão é efetivamente aplicada, existem procedimentos específicos para o cumprimento da penalidade e para a realização do curso de reciclagem.

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A informação correta é especialmente importante porque o motorista não deve continuar dirigindo normalmente durante o período em que estiver efetivamente proibido de conduzir.


E quem trabalha dirigindo? Atenção aos pontos

Para quem depende profissionalmente da CNH, acompanhar a pontuação é ainda mais importante.

Motoristas que exercem atividade remunerada podem ter regras específicas relacionadas ao curso preventivo de reciclagem, conforme a legislação de trânsito e os requisitos aplicáveis.

Em vez de descobrir a situação apenas quando recebe uma comunicação de suspensão, o motorista profissional pode acompanhar preventivamente seu prontuário.

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O cabo furtado pode valer pouco, mas o problema que ele deixa vale milhões

O furto de um cabo pode parecer, para quem pratica o crime, uma ocorrência pequena.

Para a cidade, entretanto, o impacto pode ser completamente diferente.

Os dados mostram isso de forma clara: mais de R$ 26,6 milhões em prejuízos desde 2021, 1.633 ocorrências apenas nos primeiros seis meses de 2026 e milhares de situações que afetam a sinalização dos cruzamentos.

Grande Tijuca e Grande Méier estão entre as regiões mais atingidas, e alguns cruzamentos apresentam dezenas de ocorrências em poucos meses.

O resultado aparece diariamente nas ruas: sinais apagados, motoristas inseguros, pedestres expostos, congestionamentos e necessidade de equipes para recuperar uma infraestrutura que deveria estar funcionando.

Para o motorista, fica uma lição importante:

se você encontrar um semáforo apagado, não trate o cruzamento como se nada tivesse acontecido.

Reduza a velocidade, observe a sinalização existente, procure orientação de agentes, respeite as regras de preferência e somente avance quando houver segurança.

E se você já estiver acumulando multas e pontos, aproveite para verificar sua situação.

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Perguntas frequentes sobre semáforo apagado e furto de cabos no Rio

Por que existem tantos semáforos apagados no Rio?

Existem diferentes causas possíveis para um semáforo apagado, mas os dados divulgados pela CET-Rio mostram que furtos de cabos e equipamentos representam um problema relevante. Desde 2021, os prejuízos associados aos furtos da infraestrutura semafórica já ultrapassaram R$ 26,6 milhões.

Quanto o furto de cabos já custou ao Rio?

Segundo dados divulgados pela CET-Rio, os prejuízos acumulados desde 2021 ultrapassam R$ 26,6 milhões, considerando cabos, equipamentos e serviços necessários para recuperar a sinalização.

Quantos furtos de cabos de semáforos aconteceram em 2026?

No primeiro semestre de 2026 foram contabilizadas 1.633 ocorrências de furtos relacionadas à infraestrutura semafórica.

Quais regiões do Rio têm mais furtos de cabos de semáforos?

Segundo os dados divulgados pela CET-Rio, Grande Tijuca e Grande Méier concentraram o maior número de ocorrências no primeiro semestre de 2026.

Semáforo apagado significa que posso passar sem parar?

Não. O motorista deve reduzir a velocidade, observar a sinalização existente, verificar a preferência e somente atravessar quando houver segurança. Semáforo apagado não significa que as demais regras de trânsito deixaram de existir.

Quem tem preferência quando o semáforo está apagado?

Depende das demais regras de sinalização e circulação existentes no local. Em cruzamentos sem sinalização que estabeleça preferência, aplicam-se as regras gerais do CTB, incluindo a preferência do veículo que vem pela direita, observadas as circunstâncias concretas.

Semáforo apagado dá multa?

O simples fato de atravessar um cruzamento cujo semáforo está completamente apagado não caracteriza automaticamente avanço de sinal vermelho. Porém, o motorista pode cometer outras infrações se desrespeitar placas, agente de trânsito ou outras regras de circulação.

Se acontecer um acidente com o semáforo apagado, quem é culpado?

Não existe uma resposta automática. A responsabilidade depende das circunstâncias do acidente, das regras de preferência, sinalização existente, velocidade, trajetórias, imagens, testemunhas e demais provas.

Como denunciar um semáforo apagado no Rio?

A Prefeitura do Rio disponibiliza o sistema 1746 para comunicação de problemas de sinalização, incluindo semáforos apagados ou com defeito. É importante informar o cruzamento e referências que ajudem a localizar o problema.

Quem é responsável pela manutenção dos semáforos?

No âmbito municipal, o órgão executivo de trânsito possui competência para implantar, manter e operar o sistema de sinalização e equipamentos de controle viário dentro de sua circunscrição.

Por que os criminosos furtam cabos de semáforos?

O cobre utilizado em parte da infraestrutura possui valor comercial, o que pode estimular o furto. Para combater o problema, a CET-Rio já testou cabos sem valor comercial e adotou outras medidas de proteção.

O furto de cabos também afeta a energia elétrica?

Sim. Reportagens recentes mostraram furtos de cabos de religadores da Light, equipamentos importantes para o funcionamento da rede elétrica. Essas ocorrências afetaram dezenas de milhares de consumidores e provocaram prejuízos elevados.

Um semáforo apagado pode aumentar o risco de acidentes?

Sim. A ausência da sinalização semafórica elimina a organização automática dos fluxos de veículos e pedestres e pode aumentar conflitos, especialmente em cruzamentos movimentados.

O motorista deve parar sempre quando o semáforo estiver apagado?

Não necessariamente. O comportamento correto depende da situação do cruzamento e da sinalização existente. O motorista deve reduzir, observar e somente prosseguir quando houver condições seguras e respeitando as regras de preferência.

O furto de cabos pode afetar minha CNH?

O furto em si não gera pontos na CNH do motorista que simplesmente circula pelo local. Porém, uma situação de sinalização defeituosa exige atenção redobrada para evitar infrações e acidentes.

Como verificar se estou acumulando pontos na CNH?

O motorista pode consultar sua situação nos canais oficiais de trânsito e também buscar orientação especializada para compreender o histórico de infrações e eventuais processos. O Cursos de CNH disponibiliza uma análise gratuita da situação da CNH.

CNH suspensa exige curso de reciclagem?

Quando a suspensão é efetivamente aplicada, o cumprimento da penalidade e a realização do curso de reciclagem fazem parte do procedimento previsto na legislação, conforme o caso e as regras aplicáveis.